sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

INDICADORES SOCIAIS E REALIDADE ..por Selma Vasconcelos..aqui reproduzido

Os indicadores relativos à qualidade de vida da população do Maranhão, referidos pela governadora Roseana Sarney em recente artigo, publicado na Folha de São Paulo, são de fazer inveja a qualquer dos estados do Norte e |Nordeste. Não condizem com a situação socio-economica conhecida para a maioria da população daquele estado.O PIB do Maranhão é o 16º do ranking nacional havendo crescido 10.3% em 2011 eqto a média para o país foi de 2.7%. È ou não invejável esta situação? Outro indice que causa surpresa é a renda per capita referida pela governadora como sendo de R$ 7.852.71. O que se pode concluir deste ultimo dado é que a disparidade entre pobres e ricos é de tal ordem que estes ultimos alavancam muito para cima a renda distribuida para toda população. Saindo pelo ladrão a situação de penuria, e desumanidade geradora da violencia dentro dos presídios daaquele estado não há como tentar tapar o sol com a peneira ....

SARAU NA PRAÇA

Selma Vasconcelos.......................... Ensaísta, poetisa forte, cronista, pesquisadora de João Cabral de Melo Neto ................................................................ É louvável e inusitada a iniciativa da Secretaria Executiva de Cultura e Patrimônio Histórico de Jaboatão em homenagear artistas, músicos e poetas locais e nacionais. Trata-se do projeto “Sarau Lítero-Artistico Itinerante de Jaboatão dos Guararapes”, promoção da Gerência de Cultura, em nome de Lorena Raia e da Coordenação de políticas Culturais, do amante da cultura e das artes, Fábio Glei - conhecido como um dos integrantes da dupla “Mateus e Katilinda”. O evento reveste-se de maior importância por ser desenvolvido em espaços públicos abertos dando assim oportunidade para que a população em geral tome conhecimento da vida e obra de nossos escritores. Este mês, no próximo dia 25, o sarau presta homenagem a João Cabral de Melo Neto, pernambucano- universal e também ao multiartista nascido em Jaboatão, Murilo Bartolomeu. Murilo continua produzindo e transita por gêneros artísticos múltiplos desde as artes cênicas a musica e literatura. Radialista , autor de novelas radiofônicas e marchas de carnaval. Poeta, membro da Sociedade dos poetas vivos de Olinda .Prata da casa! A homenagem a João Cabral não poderia ser mais oportuna uma vez que Janeiro é o mês de seu aniversário. O poeta nasceu a nove de Janeiro de 1920 (no registro de nascimento consta dia 6), nesta cidade do Recife, iniciando assim sua trajetória de transgressão da ordem estabelecida quer na poesia como na vida. Na poesia inaugurou um tempo novo; rompeu com os cânones da poética do inicio do século XX. Exerceu obsessivamente um método de composição muito pessoal fundado no rigor ,na síntese e na “ imitação da forma” de objetos e coisas através do uso virtuoso da linguagem. Nada do que é pessoal ou romantismo piegas lhe parecia “matéria de poesia”. Nem por isto deixou de ser romântico, de cantar a mulher, o desejo e a paixão. Da mulher dizia em poema ser como uma casa: “ seduz pelo que é dentro ou será quando se abra”. Daí sua transgressão linguística que para muitos ainda hoje parece não ser bem compreendida. Mas esta incompreensão, esta sim, é matéria da grande arte cabralina. Na vida foi também dos extremos, do pai de família preocupado com a prole, seu sustento e educação, ao artista solitário, ensimesmado, por vezes travestido de boêmio, frequentador da taverna e dos artistas populares daqui e da sua também amada Andaluzia. Desejamos longa vida ao projeto do Sarau Itinerante que vai aonde o povo está propiciando a ação transformadora da cultura por semeá-la em terreno fértil: a praça publica.
Um novo Mário de Andrade da cultura Brasileira – Agenor Vasconcelos Neto Lançamento Nacional – A Música das Cachoeiras Paulo Vasconcelos Morgana Dantas - Manaus- AM Em São Francisco, comunidade da Venezuela Agenor Vasconcelos Neto, apesar de ser um filósofo, UFAM, mestre na mesma área, trabalha com a cabeça de um antropólogo. Deixou Recife, cedo, foi para Roraima, de lá para o Amazonas, onde discutiu em seu mestrado a ritualística do Índio do Amazonas, tema de relevância Nacional. Mas isto não bastou, músico de qualidade, cria banda com outros mais - Alaíde Negão - conhecida no Norte do país, mas com apresentações em São Paulo e submete seu projeto A música das Cachoeiras ao Edital Nacional do Natura Musical. A proposta decorre de suas reflexões acerca da expedição do antropólogo alemão Koch-Grünberg nos anos de 1903 a 1913, nas comunidades do Alto Rio Negro e do Monte Roraima. A partir daí o jovem pesquisador, já comparado ao novo Mário de Andrade, na imprensa carioca, quando esteve lá, vai a campo e inicia sua pesquisa e coleta. O livro-CD, resultado deste resgate de campo, tem 3 horas e 40 minutos de música, entre as 79 faixas. Com isto, é possivel sentir um pouco a viagem através de fotos e depoimentos, músicas coletadas, nas 35 páginas da obra. Mas isto é apenas o primeiro pulo e extroversão de parte de todo material, diz Vasconcelos a Revista Brasileiros. “Apenas mil cópias estão à venda. O restante será distribuído em bibliotecas, escolas públicas e entre comunidades que participaram… Haverá um website, cujo endereço será divulgado em breve, em que se disponibilizará todo o conteúdo do projeto para download gratuito, ocasião do lançamento oficial no dia 6 de dezembro, na Estação Cultural Arte – Manaus - AM. Perguntado, ainda, pela Brasileiros se considerava-se um novo Mário de Andrade, diz ele “… que é isso!!!! (e ri) não gosto de comparacões, Mário foi um grande pesquisador da cultura do nosso Norte e Nordeste e até do estado de São Paulo, mas não tenho interesse literário, como ele teve, destacadamente na sua obra geral , agora as Incursões Iconográficas de Mário foi um projeto político, da Secretaria de Cultura de São Paulo, inicialmente, numa dimensão muito maior que a nossa ,na Música das Cachoeiras. Essa história de novo Mário, até agradeço a comparação, mas não aceito, uma coisa é uma coisa, eu sou outra, outro momento da história do Brasil e de nossa região Norte, o que temos de comum, (diz Agenor rindo) é o gosto e peso valor da cultura nacional”